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OZCAST #15 | Universo Transmídia
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Pense em um quebra-cabeça em que cada peça contém uma informação específica, e se complementam entre si para criar a imagem completa. Em poucas palavras, essa é a proposta transmidiática, que é hoje aplicada em diferentes contextos. O grande desafio desse tipo de narrativa é contar uma história por meio de diferentes mídias, que podem ser TV, cinema, literatura, videogame, e até mesmo podcasts, além de sites interativos, fóruns de discussão e também encontros presenciais que fomentam comunidades e aproximam entusiastas.
O sucesso dessa linguagem requer muito conhecimento, técnica e talento, levando em conta públicos específicos e seus conhecimentos prévios sobre o assunto, ou mesmo um possível conteúdo original que será adaptado para outras mídias.
Para aprofundar nesse tema, convidamos o diretor de criação e roteirista da Oz, Leandro Lima.
INSIGHTS
Hygor Amorim
Cultura da Conexão - Henry Jenkins
Gus Belezoni
Cibercultura - Pierre Levy
Leandro Lima
Cultura da Convergência - Henry Jenkins
FICHA TÉCNICA
Roteiro, Gravação e Edição
GUS BELEZONI
Divulgação
ALESSANDRA FERNANDES
Arte gráfica
FRANCIS FIDÉLIX
Motion graphics
VIDEOMATIK
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Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.
Gus: Olá, eu sou o Gus Belezoni, seja muito bem vindo ao podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais.
Hygor: Eu sou o Hygor Amorim, e esse é o episódio número 15 do OZCAST. Hoje vamos falar sobre o universo transmídia.
Gus: Pense em um quebra-cabeça em que cada peça contém uma informação específica e elas se complementam entre si pra criar a imagem completa. Em poucas palavras, essa é a proposta transmidiática que hoje é aplicada em diferentes contextos. O grande desafio desse tipo de narrativa é contar uma história por diferentes mídias, podem ser TV, cinema, literatura, videogame e até podcasts, além de sites interativos, fórum de discussão e também encontros presenciais que fomentam comunidades e aproximam entusiastas. O sucesso dessa linguagem requer muito conhecimento, técnica e talento levando em conta públicos específicos e seus conhecimentos prévios sobre o assunto, ou mesmo, possível conteúdo original que será adaptado para outras mídias. Para aprofundar nesse tema convidamos o diretor de criação e roteirista da Oz, o Leandro Lima. Seja muito bem vindo ao OZCAST.
Leandro: Fala, gente, beleza?! Prazer estar aqui com vocês, de fã do podcast agora para participante! Bora falar sobre narrativa transmídia.
Hygor: Formado em direção cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema de São Paulo, hoje é diretor de criação na Oz, sendo responsável pelas áreas de roteiro, direção de fotografia e pós-produção. Atua desenvolvendo soluções para organizações que buscam utilizar o audiovisual como ferramenta para resolução de seus desafios e oportunidades de negócio. Cinéfilo assumido, viu seu sonho de trabalhar com audiovisual se transformar em realidade e hoje já são mais de 10 anos de experiência trabalhando com filmes publicitários e institucionais para grandes marcas. Seu objetivo é sempre expandir seus limites e conhecimentos para desenvolver soluções estratégicas que contribuam para a inovação e o desenvolvimento dos projetos audiovisuais dos quais faz parte.
Então bora pra pauta principal do dia, que é falar sobre transmídia. A gente está aqui entre colegas e estudiosos do tema e muito além de estudiosos, praticantes, acho que isso é o mais bacana pra gente trazer pro bate-papo.
Pra começar, vou colocar um ponto aqui: a definição desse termo estranho pra muitos que é a transmídia. O que é transmídia e como se define esse termo?
Leandro: Essa é a pergunta que para algumas empresas renderam alguns milhões, milhões e mais milhões de dólares, essa é a grande realidade. Tem uma explicação acadêmica, mas eu gosto de falar de uma forma mais prática que quando falamos de narrativa transmídia, estamos falando de utilizar múltiplas mídias para contar uma única história e aí, é claro, podemos utilizar também, eu sempre aconselho isso, ouvir a explicação da pessoa que criou o termo. Lá em 2008 esse conceito de narrativa foi apresentado por um professor de jornalismo e artes cinematográficas, chamado Henry Jenkins, num livro chamado Cultura da Convergência. Lá o Jenkins diz “Uma história transmídia desenrola-se por meio de múltiplas plataformas de mídia com cada novo texto, contribuindo de uma maneira distinta e valiosa para um todo”. É um pouco complexo, mas eu entendo que existem formas de a gente conseguir traduzir isso pros nossos dias. Acho que no decorrer da nossa conversa, conseguimos puxar alguns exemplos bem clássicos que todo mundo pode até olhar no princípio e falar: “nunca ouvi falar desse termo” ou “ouvi vagamente”, mas eu posso garantir que você já viu um bichinho verde orelhudo que luta com um sabre de luz. Se você já assistiu alguns filmes com esse bichinho verde, desse personagenzinho, você sabe o que é transmídia, você só não sabia que era.
Gus: Genial a definição. É difícil você procurar em qualquer lugar na internet o nome do Jenkins. Vai aparecer porque ele cunhou o termo, criou o termo, mas uma outra questão que eu tive a oportunidade de ler, e acho que seria muito legal refrescar aqui e trazer pra quem tá escutando a gente, que é: a gente ouviu muito mais falar nos últimos 10, 15 anos sobre multimídia, existe até um outro termo que é o crossmedia, então, existem tantos termos assim? Lê, fala pra gente, qual a diferença entre eles?
Leandro: Então, o próprio conceito de transmídia é um conceito que primeiro está sendo atualizado porque ele tá conectado diretamente com as novas tecnologias e novas plataformas que surgem o tempo todo. Eu até brinquei agora há pouco falando sobre o Yoda, eu vou trazer um pouco do Star Wars. O primeiro filme é lá do final da década de 70, mas já estava sendo construído um universo e esse universo foi construído com o formato de transmídia que depois foi reconhecido e aí foi criado esse termo pelo Jenkins.
Eu vou começar falando pelo crossmedia, que eu acho que talvez seja o que causa maior confusão. Quando a gente fala em crossmedia, estamos falando sobre o seguinte: imagine um livro e esse livro sofreu uma adaptação pro cinema, foi feito um filme a partir desse livro. A narrativa é a mesma, sofre alguns ajustes por conta de formato, mas ali é o mesmo conteúdo, a mesma narrativa, a mesma história, isso é um crossmedia. Quando a gente fala de multimídia, estamos falando de um conteúdo, que dentro dele, existem várias outras mídias, então você pode ter, um exemplo bem prático, você pode abrir uma página no seu navegador em algum site de notícias, enfim, e naquele site você tem o texto do jornalista, ao mesmo você tem um vídeo dentro desse conteúdo falando sobre essa matéria, sobre esse tema que está sendo debatido, dentro desse textos você tem links que te levam para outros endereços, para outros locais que complementam o teu conhecimento desse conteúdo, e juntamente com isso também, você tem, por exemplo, vamos supor que você está falando sobre desmatamento, ali dentro então você tem um vídeo que fala sobre desmatamento, que resume basicamente o que o texto tá falando, não necessariamente precisa ser o mesmo texto, mas estar presente dentro do mesmo conteúdo. Você tem links que, por exemplo, te levam para um abaixo-assinado em relação a campanhas contra o desmatamento, e dentro desse mesmo texto você pode ter outras matérias, sugeridas pelo escritor, que estão relacionadas ao tema mas que não necessariamente falam sobre o mesmo fato, aí você pode colocar dados, pode colocar n outras coisas.
No transmídia é diferente, é um pouco mais ousado ao meu ver, e foi o que me fez ficar apaixonado pelo tema que é você criar um universo que tem uma narrativa principal e dentro desse universo existem n possibilidades de histórias paralelas a essa história principal, que se conectam, ou não necessariamente, mas que fazem parte do mesmo universo. Existem vários exemplos dentro do cinema, eu citei Star Wars, mas mais pra frente eu posso até citar um outro, que, ao meu ver, é o melhor exemplo de estratégia transmídia pra cinema, e tem no final dessa estratégia um ponto chave pra você falar que aquela estratégia tem ou surtiu efeito, que é a interação direta com o público e o público se sentindo parte daquela narrativa.
Hygor: Você já podia revelar, por que fazer tanto mistério aí? Qual é o exemplo que você traz como uma grande representação do consumo de conteúdo que é um bom exemplo transmídia?
Leandro: Dentro do universo cinematográfico, hoje, os números não mentem, então eu vou citar uma série de blockbusters que a ideia é justamente uma série de conteúdos voltados para grande público, mas a Marvel conseguiu criar um universo extremamente rico, lucrativo, criativo, e ela criou um universo simplesmente incrível, é o que eu falei lá no começo, você cria um universo e dentro desse universo você tem algumas regras que devem ser seguidas porque você cria uma narrativa, então você tem uma história principal e essas fases que a Marvel brilhantemente planejou, elas têm os elementos de uma grande narrativa transmídia. Você tem mais de 30 longas metragens que se conectam uns com os outros, você tem mais de 15 séries que foram produzidas durante mais de 15 anos também, contando e fortalecendo esse universo cinematográfico, trazendo histórias que, no olhar dos executivos da Marvel, não tinham poder pra estar dentro de um longa metragem, mas poderiam ser sim, seriados. A partir daquilo a pessoa conhece a narrativa principal através dos filmes, só que se ela quiser se aprofundar um pouquinho mais na história e entender porque tal herói agiu de tal forma, ela assiste tal série, e assistindo essa série, ela vai ter acesso a algumas informações que corroboram com a estrutura principal, mas não necessariamente faz com que a estrutura principal precise passar por aquela série. Como espectador, você tem acesso a um universo inteiro, agora o quanto você vai se aprofundar, aí vai de você obviamente, e das estratégias de marketing e publicidade que a própria empresa acaba fazendo. Um exemplo legal disso foi a produção de algumas séries mais conectadas ao universo da Marvel dos cinemas, que foi os Agentes da SHIELD, onde ela criou várias conexões com os filmes e explicou muitas coisas que aconteceram nos filmes através dessa série, mas não necessariamente você precisava assistir a série para compreender a Saga do Infinito no cinema. Mais recentemente ela utilizou a estratégia transmídia pra conseguir ter um fôlego na transição de uma fase pra outra, ela vem numa levada, numa tacada de filme um atrás do outro e precisava encerrar um arco narrativo. Quando ela decidiu encerrar esse arco narrativo, o que ela falou: “eu não posso deixar meu fã órfão, porque se eu deixar, eu vou perder ele, ele vai se desconectar da gente, então precisamos dar pra ele algo para continuar conectado com a gente”, então ela lançou uma série numa pancada só no lançamento do Disney+ que foi Wanda Vision, Falcão e o Soldado Invernal e agora o Loki que tá todo mundo aguardando.
O legal é que ela não morre aí, porque além de você ter uma narrativa extremamente densa, ela trouxe séries que complementaram esses longas metragem, trazendo personagens que eram extremamente ricos mas que na linha principal, não teríamos tempo de aprofundá-los, por exemplo a Wanda e o Visão. A narrativa transmídia permitiu que fosse apresentado outros personagens, aí a Disney anuncia o que? A construção de um parque temático dos Vingadores. E é aí que eu falo que ela crava como estratégia transmídia do cinema, a estratégia mais bem sucedida do cinema. Porque agora você além de presentear seus fãs com vários títulos e mídias, eles disponibilizaram agora um lugar físico onde o espectador e o fã, se puder ir, vai e se sente participante da história. Ele já era envolvido com a história, já tinha preferências, mas agora ele se sente participante, assim como acontece com a franquia Star Wars que a Disney também, brilhantemente tem conduzido, salvo algumas exceções de alguns filmes que não ajudaram muito.
Gus: Lê, sensacional você trazer exemplo. Eu acho que toda essa empreitada que a Marvel tem apresentado pra gente, pra todos os fãs nos últimos anos, ela conseguiu elevar o universo cinematográfico pra um outro nível, porque a gente vê em paralelo, mas muito depois disso, influenciados, que tem muitas franquias que estão indo pra esse rumo de construir um universo e desmembrar uma série de derivados disso. Eu gosto sempre de trazer The Walking Dead quando eu penso nessa situação porque, a princípio, foi uma iniciativa de crossmedia, fazendo paralelo com o que você trouxe lá no início, que era um HQ de muito sucesso que virou uma série de televisão, salvo algumas exceções, mas praticamente a mesma história, e hoje em dia já existe o Fear The Walking Dead que tá indo pra sétima temporada, tá no mesmo universo, mas nem tem praticamente os mesmos personagens, tem um ou outro que decidiram fazer um encontro no momento. Outra séria já derivada que é o The Walking Dead Beyond que se passa em uma outra situação, em momentos diferentes dentro daquele mesmo apocalipse zumbi, e pra além disso, uma série de jogos, outras ideias que eles estão levantando pra fazer com que a franquia não tenha um fim nunca, porque se não a série ia chegar no fim, já foi anunciada a 11ª temporada e a história ia acabar. Acho que é uma estratégia sensacional que a galera fala: “quero que essa franquia, que a nossa história seja pra sempre”, então acho que o transmídia tem esse poder, mas aí trazendo um pouco mais pro nosso universo agora, eu queria que você falasse sobre as experiências da Oz. Como que a Oz tem utilizado estratégias transmídia em seus projetos?
Leandro: Quando falamos de transmídia numa incorporativa, aí surgem algumas dúvidas, porque a pessoa fala: “Tudo bem, você tá contando uma história de um grupo de super heróis que vão salvar a Terra” e aí você conta a história separada de cada um deles, pra uns você entende que funciona uma web série, pra outros você entende que é melhor um longa porque talvez são personagens que têm poder de venda maior, um engajamento maior com o público, porque a Marvel fez um estudo de métrica e entendeu o que ela queria. E como que a gente leva isso pro meio corporativo? É do mesmo jeito. Quando você tem uma marca e essa marca quer passar uma mensagem, essa mensagem tá dentro de algo, tá dentro de um universo e esse universo é o universo da marca, é o que ela quer transmitir para o cliente dela. As marcas que contratam a Oz, querem transmitir algo para o cliente e é aí que a gente entra. Como a gente entende que a estratégia transmídia é a solução para aquela dor específica que o cliente está trazendo, quando ele diz que ele quer ter mais pontos de contato com o cliente, quando ele entende ou fica na dúvida se somente um filme de um minuto e meio vai ser o suficiente para abordar aquilo que ele quer abordar, quando ele entende que tem muito conteúdo e não sabe como desenrolar e apresentar esse conteúdo… São características que já denunciam essa necessidade de se trabalhar com uma estratégia de narrativa transmídia.
Passando para exemplos mais práticos, dentro da Oz a gente tem um cliente que é uma grande farmacêutica multinacional e esse cliente trouxe pra nós um desafio: precisamos criar uma estratégia para 2021/2022 para falar com os mais variados públicos dentro da nossa marca. Eles querem falar com os pacientes, com os médicos, mas também entendem a necessidade de trabalhar o marketing interno, de falar com os seus representantes de venda, de falar com as pessoas do marketing dessa empresa; e aí? Como a gente vai trabalhar com essa empresa? Como a gente vai alcançar tantos públicos diferentes? Transmídia. A gente entende a partir disso que o cliente quer contar uma história, só que ele tem vários públicos dentro dessa história e essa história precisa ter um começo, meio e fim, mas ela precisa estar conectada. Quando a gente fala de uma história principal, nós criamos com o cliente essa narrativa principal, é o que nós vamos falar sobre a marca. Nosso foco é o paciente, no caso dessa multinacional farmacêutica. Queremos que nosso cliente, que é o médico, também tenha esse foco e queremos que o paciente que utiliza os nossos medicamentos se sinta o foco. Você vê como tem um eixo central? Aí a gente começa a desdobrar os conteúdos. Para falar com médicos, é preciso trazer um conteúdo mais científico porque o médico quer consumir esse conteúdo, só que por conta da rotina corrida e estressante dele, talvez ele não tenha tempo pra parar e assistir o material, um vídeo de 5 minutos. Como vamos falar com esse médico? Se ele não tem tempo pra parar e assistir, e se ele só ouvir? Aí vem a estratégia de talvez utilizar um material científico em podcast. Se a gente quer dar mais base pra ele, levar casos clínicos pra ele (o que é muito comum na indústria farmacêutica)... legal, nós estamos falando de uma área específica da medicina, então criamos um braço com podcasts falando sobre algum tema em específico da oncologia paralelamente a isso, mas não necessariamente falando o mesmo conteúdo, a gente cria uma série de casos clínicos contando casos sobre oncologia, onde em cada episódio temos um médico específico falando sobre uma característica específica. Ainda estamos falando sobre oncologia, mas ainda não repetimos o conteúdo. Paralelamente a isso, vamos falar com o paciente, a gente leva dicas de bem-estar pra ele, conteúdos que estão relacionados à oncologia, mas que não necessariamente falam sobre o drama de quem foi diagnosticado com câncer. Podemos falar sobre dicas de saúde que ele pode ter, ou a gente pode analisar e entender se queremos conteúdos pra pessoas que foram diagnosticadas agora, no começo do câncer ou de pessoas que já foram diagnosticadas em um estágio mais tardio. Ao mesmo tempo, a gente quer ajudar o nosso representante de vendas a entender esse foco, que ele é quem conecta o médico ao paciente, como estimular esse representante de vendas a gerar essa conexão? Como podemos levar conteúdo pra que ele tenha base suficiente para debater com médico e ao mesmo tempo mostrar pro médico que o paciente precisa ser visto com um olhar mais humano? Você viu quantas perguntas eu fiz? Aí quando você começa a responder essas perguntas você começa a entender que pra isso talvez seja interessante a gente fazer uma série, um filme, um quiz, um podcast, e você começa desmembrar essa narrativa macro em pequenas narrativas.
Hygor: Maravilhosa a definição, Lê! Acho que a experiência que a gente tem adquirido com essas oportunidades de pensar transmídia, criar transmídia, medir resultado olhando pra vários canais somados; essa oportunidade que a gente está tendo com os recentes projetos que temos desenvolvido na Oz são fantásticos. Acho que dá base e é muito bom poder colocar em prática algo que a gente vê na grande indústria do cinema, mas que é possível colocar em prática aqui numa mensagem de um cliente no mundo corporativo, fantástico, cara!
E chegamos ao tão esperado bloco de insights que tem a proposta de compartilhar referências e dicas relacionadas à temática que está sendo abordada no episódio. Pra começar, eu vou pedir pro Lê, Leandro Lima, trazer sua referência pra gente.
Leandro: Como não poderia ser diferente, eu acho que como estamos falando de narrativa transmídia, minha sugestão é justamente o livro do Jenkins, Cultura da Convergência, onde ele vai expor essas importantes transformações culturais que ocorreram por conta desse boom de tecnologia e meios de comunicação.
Hygor: Muito massa, valeu, Lê! Gus, qual a sua?
Gus: Eu acho que um segundo livro que é interessante sobre esse tema que vai pra um outro caminho diferente do Jenkins, mas analisa muito mais a questão da internet, chama-se Cibercultura, do Pierre Lévy. É um nome que muita gente deve ter ouvido falar, mas não acredito que muitos leram, porque não é um texto tão fácil de ler, mas a hora que você pega no tranco, você começa a entender a internet de uma outra maneira. É interessante como ele traz esse conceito de cibercultura como um conjunto de técnicas práticas, atividades, modo de pensamento e inclusive valores que se desenvolvem junto, dentro do ciberespaço. Tem total relação com computadores, smartphones, e ele ressalta como as novidades da comunicação e essa importância da gente entender e também perceber que nem tudo que se faz ali na rede digital, é necessariamente bom. Ele também destaca uma série de mudanças que resultam dessas novas redes de comunicação e quais são os impactos dessas mudanças pra nossa vida cultural e social. Quem quiser saber mais sobre o tema, vale dar uma olhada.
Hygor: Pra finalizar, a minha dica também é um livro do Jenkins, que é o Cultura da Conexão. Ele fala justamente dessa mudança do comportamento do consumidor do conteúdo que não limita mais em simplesmente tá na posição passiva, ele hoje quer discutir, reagir, espalhar os seus interesses e suas críticas em diferentes modalidades de mídia do consumidor que quer ser ouvido, atendido, recompensado pela interação que ele faz. Essa é uma possibilidade por conta do mundo conectado, do mundo em rede, justamente por isso o título do livro, onde a gente tem aquela certeza de que o sucesso tá muito relacionado hoje a saber lidar e ouvir as aspirações e desejos do público que quer participar, que quer opinar sobre o conteúdo. Acho que é um belíssimo complemento pro conceito de transmídia, pra gente olhar o papel do consumidor nesse mundo que ele passa a ser muito mais ativo.
Gus: Sensacional! Eu fico muito contente de estar chegando mais um fim de episódio onde a gente poderia falar por horas e bater um papo sobre isso. De qualquer maneira, acompanhe os insights e também as redes da Oz, vamos soltar uma série de informações diferentes até trazendo um pouco do propósito do transmídia como aplicamos internamente também. Eu gostaria de agradecer de novo a presença do Leandro e queria te passar a palavra também. Se você quiser deixar seu contato caso alguém queira falar contigo e conhecer um pouco mais do seu trabalho.
Leandro: Galera, eu que agradeço. É sempre muito legal falar de roteiro, narrativas e ideias, essa é a minha função dentro da Oz. Caso queira me seguir, meu Instagram @leand.lima, mas estamos também no LinkedIn e podemos trocar mais ideias se tiverem alguma dúvida e se discordarem também, pode chamar, pode conversar, porque realmente é um tema que abre bastante discussão.
Hygor: Maravilha, Lê! Obrigado pela participação, espero que seja o primeiro de muitos porque a gente tem muito aprendizado e muito conhecimento pra compartilhar junto com você.
Esse foi o episódio número 15 do OZCAST, falamos sobre universo transmídia. Tem episódio novo a cada 15 dias, então siga e compartilhe o programa, assim o conteúdo chega pra mais pessoas.
A sua empresa também pode ter um podcast, já pensou nisso? Fale com o nosso time e saiba como.
Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz. Deixe seus comentários e sugestões.