OZCAST
OZCAST
OZCAST #12 | Compilado #1
Use Left/Right to seek, Home/End to jump to start or end. Hold shift to jump forward or backward.
Esse episódio é especial!
De setembro de 2020 até o dia de hoje, publicamos ao todo 12 episódios originais do OZCAST, nos quais convidamos parceiros atuantes nas áreas de tecnologia (@raphael_rn), inovação (Leandro Palmieri), e-commerce e varejo (Pedro Eugenio), inglês para negócios (Solange Moras), cultura empresarial (Fernando Belatto), conteúdo infantil (João Godoy), branding (Ricardo Rocha), eventos virtuais (Daniel Moreira), identidade sonora (Adans Paulo e Bruninho Câmara) e agilidade organizacional (Thomaz Ribas), além da presença feminina no audiovisual.
Recentemente ultrapassamos a marca de 1000 downloads e decidimos criar esse compilado com os melhores insights de cada episódio.
Esperamos de coração que vocês gostem e que desperte a vontade de escutar os episódios na íntegra!
Roteiro, Gravação e edição
GUS BELEZONI
Divulgação
ALESSANDRA FERNANDES
Arte gráfica
HUGO SAFATLE
Motion graphics
VIDEOMATIK
MAIS SOBRE A OZ
www.ozprodutora.com
SIGA A OZ NO INSTA
@ozprodutora
Narrador: Esse é o podcast da ozprodutora.com apresentado por Gus Belezoni e Hygor Amorim.
Gus: Olá, eu sou o Gus Belezoni e esse é o OZCAST, o podcast sobre os bastidores da Oz Produtora e Novas Soluções Audiovisuais. O episódio de hoje é especial, então a gente apresenta em primeira mão pra vocês “O compilado”.
É isso aí, pessoal! A ideia do episódio de hoje é resgatar uma série de insights super valiosos que foram registrados em cada um dos 11 episódios que já lançamos até agora. Então sem maiores delongas a gente já começa com a fala de Rafael Nascimento, sobre a transformação digital em grandes empresas.
Rafael Nascimento: Aqui nesse ponto eu acho que a gente tem duas visões bem interessantes pra colocar: por um lado a gente não foi tão prejudicado nas vendas porque o pessoal com o lockdown estavam impossibilitados de sair de casa pra comprar uma coisa no mercado, comprar um remédio na farmácia, ir a um restaurante, mas ele precisava continuar tomando o seu remédio do coração, o seu remédio de diabetes, então caiu mas caiu um pouco menos a nossa venda. Porém, por outro lado, dentro do mundo farmacêutico, toda a nossa parte de marketing, de venda é presencial. É muito importante pra gente ter o representante de venda na frente do médico conversando com médico sobre os princípios ativos do remédio, sobre os mecanismos de funcionamento dos medicamentos, então nesse ponto a gente teve realmente um impacto muito forte e tivemos que acelerar do dia pra noite uma área digital que ficava trabalhando com pequenas campanhas para agregar a venda presencial dos representantes, a gente teve que virar 100% digital. Foi uma loucura, mas foi muito interessante porque na minha análise a curva de evolução do marketing tomar consciência da importância do digital se unir ao presencial foi muito alta dentro da empresa farmacêutica, não só dentro do laboratório no qual eu trabalho, mas todos os outros. Eu vejo isso como um resultado muito positivo.
Eu costumo usar o exemplo do mundo do showbiz. O showbiz 100% presencial e como eles migraram pro digital no meio dessa pandemia através de áudio e vídeo. Óbvio, Rafa, é porque é o showbiz, o negócio deles é visual e é audível só que não é só por isso, é pela experiência do usuário em consumir. O usuário pode não estar ali do lado da pessoa, mas quando ele tá escutando um podcast ou assistindo um vídeo que foi pensado pra que ele tenha a experiência de como se ele estivesse na frente daquela pessoa, seja um representante de vendas no nosso caso, seja um músico, seja um escritor, qualquer perfil profissional, eu acho que aí a gente consegue engajar o consumidor porque eu lembro que durante essa pandemia tivemos acesso à algumas pesquisas e o crescimento de consumo de podcast e de vídeos foi absurdo, principalmente no início da pandemia.
Gus: Muito legal né pessoal? Esse insight foi demais, dá pra perceber o quanto o audiovisual cria intersecções em diversas outras áreas de conhecimento e atuação. Inclusive seguindo nessa linha da tecnologia o nosso convidado pro segundo episódio foi o Leandro Palmieri. Ele é COO do Onovolab, que é o maior centro de inovação e tecnologia independente do país e falou com a gente a respeito de inovação aberta na prática.
Leandro Palmieri: Existe o conceito de inovação fechada que são onde as ideias, as invenções, as pesquisas e os desenvolvimentos necessários pra colocar um produto no mercado ou uma melhoria de processo, de serviço são gerados dentro da própria empresa. Então o capital intelectual que tá ali trabalhando na empresa cria a solução, desenvolve internamente por conta própria. E existe o modelo aberto que é onde você aplica de fato a inovação aberta, onde você reusa recursos externos como a tecnologia, o capital intelectual, a conexão com universidades, com startups, com outras organizações que fomentam a inovação, com centro de inovação como do Onovolab.
Então hoje o papel que o Onovolab faz é de promover inovação aberta no sentido de mostrar pras empresas que é muito importante elas estarem conectadas, a área de inovação da empresa estar conectada com o externo, aqui dentro do Onovolab por exemplo onde existe uma quantidade absurda de empreendedores e de startups, onde tem uma USP, uma Federal orbitando, onde tem alunos de universidades, onde tem eventos, onde tem um ecossistema pulsante para aproveitar esse capital intelectual e dessas ideias pra aprimorar a inovação dentro da empresa. Então a gente tem fomentado isso, hoje temos algumas empresas que já têm braços de inovação aqui dentro do Onovolab, que tem sua área de inovação dentro da empresa, obviamente, a demanda por inovação parte do interno da empresa, mas que utiliza de braços externos pra estar conectado com ecossistema e aproveitar melhor o que existe no ecossistema e levar isso pra dentro da empresa pra acelerar o desenvolvimento em tecnologia, de soluções… Então a gente é esse player que ajuda as empresas a desenvolver inovação aberta e aproveitando muito do capital intelectual de São Carlos que é fora da curva.
A coisa mais emblemática pra mim é que a relação com a Oz, começou como uma relação de confiança. Imagina dois caras vindo de São Paulo para São Carlos, as pessoas de São Carlos não conheciam a Oz, e confiou na gente, acreditou no projeto, comprou o nosso sonho e embarcou com a gente na construção audiovisual disso que a gente queria transmitir a respeito do Onovolab pra fora de São Carlos.
Leandro Palmieri: Quando a gente decidiu fazer o centro de inovação em São Carlos muitas empresas questionavam a gente: “mas no interior? Vocês não vão conseguir fazer algo relevante, grandioso no interior” e a gente sempre quis provar o contrário. Então o audiovisual sempre foi muito importante pra gente conseguir traduzir pra essas empresas, esses profissionais, as pessoas que acompanhavam a gente remotamente o que estava acontecendo aqui. Acho que a gente conseguiu cumprir muito bem essa tradução audiovisual do que acontece aqui ao longo desses dois anos e meio, tanto que a gente ganhou bastante relevância, foi destaque em vários veículos de imprensa, capa do Estadão, Pequenas Empresas & Grande Negócios, Forbes, muito por conta do que a gente conseguiu transmitir aqui que trouxe muitas pessoas importantes pra cá. As pessoas saíram dos grandes centros urbanos pra vir pra cá vendo pela internet o que estava acontecendo aqui. O audiovisual é fundamental para o nosso negócio.
Gus: Incrível né! E não é só na área da tecnologia que o processo de transformação digital das empresas foi intensificado. O nosso próximo convidado do terceiro episódio foi o Pedro Eugênio, fundador da Black Friday aqui no Brasil e trouxe uma série de insights interessantes pra gente sobre e-commerce e o mercado de vendas online.
Pedro Eugênio: Olha, vou te falar uma coisa. De verdade, digital não é pra amador, cara. Não é mais aquela história de “ah, eu vou abrir um e-commerce que as vendas vão cair. Vou gastar 50 dólares num site, numa plataforma e vou colocar no ar que as coisas acontecem”. Ótimo ponto que você fez, mais do que nunca essa competição aumentou, então você precisa se diferenciar, você precisar criar uma experiência super bacana pra esse consumidor. Mais do que nunca você precisa ter parceiros ao seu lado pra poder te ajudar nessa transição, nessa ida pro digital porque o consumidor quer experiência.
Temos uma pesquisa interna que fala que 67% das pessoas que compraram durante o Black Friday voltariam a comprar novamente no Natal. Mais do que nunca criar uma boa experiência, atender bem esse consumidor, entender esse consumidor, dar informação, dar conteúdo pra esse consumidor pra tomada de decisão é muito importante pra se diferenciar. E vai um ponto aqui que muita gente confunde: vender online, comprar online, não necessariamente precisa ter uma lojinha, você precisa ter o ponto de contato com esse consumidor por um WhatsApp, pelas redes sociais… Então, dá pra dar o primeiro passo, não necessariamente abrindo uma baita de uma estrutura do e-commerce e trazer conteúdo. Vou até te dar um exemplo.
Esses dias eu até estava comprando um ar condicionado, vi uma enxurrada de novas marcas entrando no Brasil, imagino pela proximidade do final do ano, do calor, etc. Eu, particularmente, fiz uma pesquisa antes de comprar, falei: “poxa, nunca ouvi falar dessa marca, mas vou pesquisar sobre ela” e eu encontrei vídeos, técnicos falando sobre aquele material, sobre aquele produto, como instalar, como não instalar, vantagem, desvantagem, me deu tanto conteúdo e me deu a tranquilidade de poder testar um novo produto.
Acho que a grande sacada, essas empresas, de novo: se elas quiserem sair do quadrado de commodities, ou seja, de ficar toda hora brigando por preço, elas têm que pensar em pontos de contato com esse consumidor no mercado digital e, principalmente, conteúdo, explicar o produto, explicar como funciona, trazer toda a cadeia delas pra dentro de casa, chamar os seus técnicos, chamar suas assistências técnicas, convidar essa galera pra junto desta empresa, junto desse negócio, começar criar conteúdo, começar criar material para se destacar e pra se diferenciar nesse hiper competição digital que a gente tá vendo aí pela frente.
Gus: Pois é, gente, produção de conteúdo hoje em dia é muito importante pra você conseguir aumentar a presença digital da sua marca.
Passando pro próximo episódio, a nossa primeira convidada mulher foi a Solange Moras, ela é CEO da The One Inglês para seu Negócio, e topou falar com a gente sobre inglês, negócios e startups, olha que legal.
Solange Moras: Eu não tenho nada contra o inglês geral que a gente chama, não exatamente de tradicional, mas o geral, que é pra você fazer qualquer coisa basicamente: para atuar no meio acadêmico, pra conversar com qualquer pessoa e também pra você trabalhar. Só que o adulto quando ele está no mercado de trabalho e ele tem pressa pra interagir numa reunião, pra poder falar com uma pessoa por um call, por telefone, ou mesmo por e-mail, escrevendo, realmente muitas pessoas se perdem no tipo de linguagem que é necessário quando você tá num ambiente de negócios. Então você aprender um inglês de gíria, etc não vai ser esse mesmo inglês que você vai usar num ambiente de inglês pra negócios. Tem vocabulários mais específicos de cada área, mas basicamente a gente dá muita ênfase na parte de conversação pra situações onde o inglês é falado, então por exemplo, praticar muito como fazer apresentação sobre a sua empresa, sobre o seu trabalho, como você vai se portar numa reunião, como que você vai chegar numa reunião, se você precisa interromper alguém, por exemplo, como que você vai fazer isso? Então não são coisas simples, às vezes as pessoas ficam com dificuldade e quando você vai direto no inglês pra negócios na fase adulta, eu acho que você tem um ganho de tempo muito maior e prática do que realmente é preciso no dia a dia quando você tá numa empresa, seja ela sua, se você precisa fazer um pitch pra sua startup, tudo isso precisa ser treinado, até em português precisa, quem dirá numa língua estrangeira.
A parceria da The One com a Oz já dura mais de dois anos e a gente já fez muitos vídeos juntos desde depoimentos de clientes que são muito importantes na estratégia de comunicação, na estratégia de marketing porque uma coisa é eu falar “a The One é uma maravilha”, sei lá, mas outra coisa é o nosso cliente dar o seu depoimento bem honesto, bem sincero mesmo do que ele sente, do que ele teve de ganho com o aprendizado de inglês, tanto pra empresas quanto pra pessoas físicas. Isso ajuda demais. É engraçado que quando alguém vem me pedir informação sobre a The One eu já mando um vídeo. Se a informação é sobre inglês para empresas eu mando o depoimento de algum empresário que a gente atende, de alguma empresa e se é pessoa física eu mando um depoimento de pessoa física. Coloco em e-mail também, quando passo informação, eu uso muito os vídeos.
Gus: Esse episódio foi demais e até hoje é um dos mais escutados entre todos os que a gente já publicou. Seguindo adiante, o convidado desse próximo episódio foi o Fernando Belatto que é artista marcial e fundador do método ODGI (O Despertar do Guerreiro Interno). Nesse trecho específico ele compartilha com a gente a visão sobre cultura organizacional.
Fernando Belatto: Eu acredito que a cultura dá um norte pra empresa porque a cultura não necessariamente precisa ser uma cultura de amor ou uma cultura de paz, você pode ter a cultura que você quiser. Se de repente você quer ter na sua empresa uma cultura de passar por cima de todo mundo e ganhar dinheiro, por exemplo, você vai ter essa cultura organizacional, mas com certeza você vai ter consequências: colaboradores doentes, muito provavelmente vai ter que trocar de colaboradores muito rapidamente e isso está indo na contramão do que o mundo está apresentando. Quando temos uma cultura organizacional saudável, que visa o bem-estar humano, que visa saúde em todos os níveis, que visa também a prosperidade, o resultado que é algo que eu defendo que as empresas devem também focar nesse resultado como um termômetro, um resultado que possa também, da mesma forma, olhar pro ser humano e respeitar o ser humano em termos de trabalho e descanso, boas remunerações em termos de ter uma saúde.
A cultura organizacional te mostra pra onde você quer ir. Um bom questionamento para os empresários e para as empresas: você tem clareza da onde você está querendo ir com a sua empresa? Porque às vezes as empresas ainda não têm tanto essa clareza de uma cultura de fato. O que a gente costumava ver até pouco tempo atrás são aqueles quadros de visão, missão e valores que de uma forma bem simplificada estão ali na parede, mas eu já cheguei dentro de empresas e perguntei: “quais são os valores da empresa?” e ninguém sabia responder. Isso é prova de que na verdade está ali só pra ficar bonitinho na parede, mas na hora de seguir mesmo esse valores que têm uma importância fundamental na cultura organizacional, às vezes os colaboradores nem sabem disso. Então a cultura dá um norte de onde você está querendo ir com a sua empresa. Vale muito refletir sobre isso.
Gus: Poxa, eu acho fundamental falar sobre cultura organizacional e pra quem ainda não conhece o Fernando Belatto com certeza vai ter, com o trabalho dele, muitos outros insights sobre autoconhecimento, atenção plena e tudo mais.
Passando pro nosso próximo convidado, o João Godói é especialista em criação de conteúdo infantil e topou bater um papo com a gente pra compartilhar todo conhecimento sobre o assunto e especificamente nesse trecho ele fala sobre o consumo de conteúdo infantil por plataformas de streaming.
João Godoy: Acho que hoje quando a gente trabalha produzindo, antes a gente mirava no grande sonho que era entrar numa grade linear de uma emissora. Hoje você consegue fazer uma distribuição mais rápida e prática através de um sistema de streaming. Por exemplo, eu tenho uma produção minha, autoral que tá no Prime Video. Hoje a gente tem Netflix, tem Globo Play, a gente teve aí agora o boom da chegada dos Disney+ ao Brasil agitando o mercado e hoje se você for conversar com uma criança, dificilmente ela vai dizer “ah, eu gosto de levantar tal horário, ligar televisão às 11h porque tá passando o desenho que eu gosto”, isso soa até ridículo. Tenho um sobrinho de 10 anos que já acha quando eu falo que eu ligava a televisão pra assistir alguma coisa, ele fala “uai, mas por que você não assistia na hora que você queria?” Porque não dava, não existia isso e hoje a gente tem crianças ali que estão consumindo na hora em que elas querem, na tela em que elas querem, no celular, na TV, através do video game, estão consumindo conteúdo em todas as plataformas, em todas as telas possíveis. Isso mexe muito com a distribuição, então pra mim, esse momento do isolamento, conforme a gente começou a ter essa demanda por conteúdo o tempo todo, a TV regular não dá conta, nem a TV a cabo, nem a TV aberta, muito menos a TV aberta brasileira. Então você tem ali o streaming, que acho que nesse ano, nesse momento do Brasil e do mundo, o streaming se consolidou como uma coisa que não é uma segunda janela, é uma primeira opção. A gente teve filmes sendo lançados, várias coisas que foram produzidas e séries, antes tinha essa coisa de ser uma série de streaming, então ela não tem a mesma qualidade e tal… E isso morreu, é uma coisa que não existe mais. Hoje quando um conteúdo chega na Netflix, no Prime Video, Disney+, Globo Play, você sabe que aquilo tem um crivo de qualidade que garante que aquilo seja bom pra ser consumido.
Gus: É isso aí, hoje em dia existem muitas possibilidades pra quem gosta de um conteúdo infantil de qualidade, seja pros seus filhos ou seja pra você mesmo.
Tocando em frente, o nosso próximo convidado é o Ricardo Rocha, que é designer de formação e fundador da agência Energia das Marcas. Olha só o que ele falou pra gente sobre branding.
Ricardo Rocha: O único norte da empresa são as pessoas. Até quando a gente foi fundar a Energia das Marcas, eu tinha uma metodologia própria e a gente começou aplicar essa metodologia porque ela é inteiro focada no público, ela é inteirinha, de ponta a ponta focada no consumidor público, na sociedade porque o maior indicador de mercado que você tem ou o maior indicador de que você tá indo pro lugar certo como marca são as pessoas. A marca nasce como resposta à necessidade das pessoas, nem que seja uma necessidade criada, ela já existia dentro das pessoas e alguém foi lá e deu um nome pra isso, deu cor, deu cara, deu produto e essa necessidade se tornou um produto, um serviço lá na ponta e as pessoas utilizam isso. Mesmo essa criação de necessidade olhando pra um consumidor específico ou pra um grupo de consumidores específicos, ou pra uma sociedade como um todo. Uma plataforma como o Uber, já existia o táxi, já tinha em teoria esse serviço resolvido, mas o cara percebeu que ele podia integrar mais pessoas a essa rede de uma forma diferente, de um jeito diferente e em cima disso ele resolveu criar uma marca, criar um produto e atender a partir disso. Até agora a gente tá nessa discussão e eu não falei em nenhum momento sobre logo, não falei nada de comunicação visual, não falei nada de design e eu tô falando só da parte estratégica do negócio: como é que eu vou me posicionar, como é que eu vou falar, que tipo de gente eu vou estar perto, só que nós somos seres visuais, sensíveis ao mundo, então a gente recebe muita informação através dos nossos olhos e nossos ouvidos, narizes, sentidos. O audiovisual é tudo nessa construção, porque ele é a consolidação disso, como a gente torna tangível a estratégia de marca. Tanto que no final de quase todas as nossas apresentações termina com um Q Visual. Porque fazemos toda a parte estratégica linda, maravilhosa de conceitual só que chega no final, o cliente precisa ver alguma coisa, ele precisa ouvir alguma coisa senão não aterriza. Então pra mim o trabalho da Oz é o trabalho de materializar estratégia de marca, onde eu dou voz, cor, movimento pra uma coisa que em princípio é intangível.
Gus: Sensacional essa visão que ele traz do audiovisual quase como algo mágico, algo que consegue tangibilizar algo intangível. A gente ficou muito contente com esse comentário dele e isso tem uma ligação interessante com o próximo episódio no qual o convidado foi o Daniel Moreira representando a DTrip e Arena que são especialistas em produção de eventos virtuais para falar justamente sobre isso.
Daniel Moreira: Porque o digital, os eventos online, eu tava falando como eu mencionei, têm o potencial de levar o conteúdo a lugares que até então eram inacessíveis. Existia essa limitação logística: como um cara do Acre viria num congresso muito legal em São Paulo? Não é tão simples. Ou como uma pessoa do Canadá acompanha um evento que está acontecendo em outro país? Não é tão simples. Isso tem um investimento envolvido. Acho que a gente vai continuar tendo essa oportunidade para os dois lados, tanto para ofertar que pessoas que já não teriam condições de não poder participar porque o cara tá no Japão e o evento tá acontecendo lá na Califórnia, até para patrocinadores que vão poder também atender presencialmente e virtualmente.
A gente teve casos de patrocinadores que tiveram resultados absurdos porque dentro do ambiente virtual, a gente consegue mapear de trackear todos os movimentos, a gente sabe de maneira muito mais assertiva em comparação com o digital essa questão de quem são as pessoas, quais são as características. O cara não vai no stand pra simplesmente bater o bip e tomar um café, ele tem um interesse por trás e ele tá a um clique de distância de fazer negócio ou de interagir com esse patrocinador. E os palestrantes também, a gente vai poder colocar no evento na Califórnia um palestrante do Japão e vice-versa, que talvez não teria essa possibilidade. Então sim, os eventos híbridos são realidade e de fato não é uma previsão futura, isso é fato.
Posso tá aqui até sendo pretensioso em dizer isso, mas eu diria que o audiovisual é um sinal vital, passou a ser um sinal vital dos eventos virtuais. Nós podemos ter a melhor plataforma, nós podemos ter dinâmicas espetaculares, obviamente tem uma série de serviços envolvidos, as plataformas são só ferramentas, mas se a gente entra, não tem uma qualidade tanto estética quanto funcional de áudio e vídeo. Então se anteriormente nos eventos presenciais não havia tanto essa preocupação, os conteúdos gerados eram pra comercializar ou adequar a comunicação do evento e integrá-la na cenografia e gerar impacto nas apresentações, os evento necessitam de atenção plena no caso do virtual nessa questão da qualidade de audiovisual para manter o engajamento das pessoas. Como eu disse é um clique pra pessoa sair dum evento e desengajar. Também pra criar call-to-actions e facilitar a interação e gerar resultados a todo mundo que tá ali, todo mundo que tá envolvido.
Gus: Muito legal essa percepção de como o audiovisual tem uma importância enorme quando a gente tá falando de eventos virtuais. O áudio é uma parte importante disso, que é praticamente 50% da produção audiovisual e essa criação de som pode estar ligada diretamente à identidade da tua marca. Pra falar sobre isso convidamos os especialistas Bruno e Adans que fazem parte do nosso parceiro Berimbau Estúdio, saca só o que eles falaram.
Adans: O áudio é que define o tom do que você quer, do que o cliente quer ou do que a sua marca precisa ou definir o que você quer mostrar pro seu cliente. E aí a gente pode dar mais exemplos aqui, infinitos, de campanhas publicitárias que você não esquece até hoje por causa da trilha sonora, trilha musical e marcou exatamente da maneira que o cara queria mostrar aquilo, como ele queria que chegasse pro cliente dele. E a trilha na maioria das vezes, na minha opinião, ela tem essa responsabilidade, como eu falei no início, pra mim é meio a meio: 50 do vídeo e 50 da trilha. Às vezes até a trilha muito mais, a trilha tem o papel as vezes 80, 90% dessa entrega do que o cliente precisa. Eu não sei se fui muito claro, mas talvez o Bruno pode acrescentar melhor aí.
Bruno: Por exemplo, cara, aquela sound logo da Intel *sound logo da Intel*. Aquele som tem tecnologia, tem um som de inovação. Então, cara, o áudio tem que, assim como o vídeo obviamente, tem que trazer o que é realmente aquilo. Vou chutar o balde, mas se a Intel tivesse um som de trompete ia ser a coisa mais bizarra do mundo, mesmo tocando aquela mesma melodia. As pessoas precisam conhecer a Intel pela inovação, pela tecnologia, por eles serem à frente do tempo, de estarem inovando e o som tinha que ter aquilo. Acho que a função do som é mais entender pra onde o filme quer chegar, qual que é o mood do filme, qual que é o mood da peça, qual que é o mood da campanha, e aí a gente ir atrás disso. Eu não acredito que o som crie nada, assim: “ah, vamos criar um conceito”, acho que o som não cria nada. Acho que essas coisas tem que estar definidas.
O som da Netflix como a gente tava falando nos bastidores, o som da Intel, é na veia, não tem outro som que encaixe melhor que aquele.
Gus: E o próximo episódio foi muito especial porque, após uma série de convidados de outras empresas, a gente voltou o convite pras mulheres do nosso time e abrimos todos os microfones para elas falarem sobre desafios e também uma série de conquistas das mulheres no audiovisual.
Amanda: Durante a faculdade eu não tinha essa noção, nunca tinha parado pra pensar. Comecei a fazer o estágio e logo no meu segundo ano acho que foi a primeira vez que a minha ficha caiu. Eu entrei pra trabalhar na ilha de criação, na época eu trabalhava com edição e eu era a única mina no meio de quatro homens! Foi aí que eu parei pra pensar e falei: “nossa, onde estão as mulheres? Cadê elas? O que elas fazem? Que cargos elas ocupam?”. Acho que isso conversa muito com o que vocês acabaram de comentar.
Mafê: Sim, eu acho que tem uma questão. Vou retomar minha experiência de entrada na faculdade. Quando eu entrei, só fui fazer produção e eu não sabia bem o que era produção, não sabia quais as funções e eu lembro que eu perguntei pra um veterano meu o que um produtor faz, ele me disse: “a produção é a mãe do set”. Isso ficou na minha cabeça e eu fiquei me perguntando: será que eu quero ser a mãe do set? Eu acho que acontece em vários momentos e na maioria das vezes as pessoas associam muito a produção, esse lugar maternal e, consequentemente, ao lugar do cuidado e de modo geral também não vê como um lugar de estratégia e de extrema expertise.
Gus: Agradeço demais a participação e o protagonismo dessas mulheres feras da Oz. E o último episódio que foi publicado foi com o Thomaz Ribas, que é especialista em agilidade e OKRs. Ele teve uma fala muito interessante sobre a diferença de eficácia e eficiência, presta atenção.
Thomas Ribas: Ser eficiente é: produzir as minhas canetas com a qualidade que eu estou esperando ter com o menor custo possível e o menor tempo possível. Agora, a hora que olhamos pra eficácia, ela é bem diferente. Eficácia é fazer a coisa certa pro cliente certo. Usando o meu exemplo da fábrica de canetas, fazer uma caneta de forma super eficiente, não adianta nada se ninguém comprar aquela caneta, ou seja, será que aquela caneta que eu produzi é a caneta certa para aquele meu público, para aquele meu consumidor? Então a eficácia é: que benefício eu estou gerando para o meu consumidor? Que benefício eu estou gerando para o meu negócio ou para os meus colaboradores?
É aí que OKR se encaixa muito bem para ajudar justamente a companhia a aumentar o seu grau de eficácia, porque os OKRs vão ajudar a mensurar sucesso. Se eu estou desenvolvendo um produto, o que é sucesso para este produto? Aí vem um dos aspectos mais interessantes de OKR: sucesso para OKR não é eu entregar um produto no mercado, não é entregar as minhas tarefas, não é o meu time cumprir um cronograma. Sucesso para OKR é: qual é o benefício mensurável que eu gerei? Benefício mensurável não é só dinheiro, claro que a receita é um dos mais importantes, mas qual foi a satisfação do meu cliente diante do meu produto? Como é que ele está usando ou não está usando o meu produto ou serviço? Como está a conversão do meu funil de marketing e do meu pipeline de vendas? O engajamento da minha equipe? Então OKR traz uma outra lente, uma outra forma de eu mensurar resultados buscando eficácia. Obviamente que a gente não quer perder eficiência, claro que queremos fazer o nosso produto, nossos serviços economizando com tempo e qualidade adequados, mas tem um frase que eu gosto muito, Hygor, do nosso querido Peter Drucker, que é um dos nossos gurus da administração moderna, que tinha uma frase que falava assim: “não adianta nada eu fazer algo super bem feito que não era pra ter sido feito”. É um grande desperdício na visão dele e eu concordo muito com isso.
Gus: É isso aí, pessoal, assim a gente chega ao final de mais um episódio do OZCAST, especial dessa vez, trazendo grandes ideias de todos os convidados e convidadas que já participaram dos episódios anteriores. Esse foi o episódio número 12 do OZCAST. Publicamos novos episódios a cada 15 dias, então assine e compartilhe nosso programa com seu círculo social, assim você vai ajudar muito o nosso conteúdo a chegar cada vez em mais pessoas. Além disso, a sua empresa também pode ter um podcast, se interessa? Fale com nosso time pra você saber como.
Narrador: Você acabou de ouvir ao OZCAST, o podcast da ozprodutora.com. Visite o site, conheça mais sobre a Oz, deixe seus comentários e sugestões.